Blog do Lenoir

04/04/2008 22:00

Uma bela homenagem

Em sua coluna desta sexta-feira, no "Hoje em Dia", Nairo Alméri acertou na mosca ao descrever a importância de João Rafael Picardi Neto para o jornalismo econômico mineiro. Escreveu assim:

Ético. Tirou fraldas de, pelo menos, duas centenas de jornalistas recém-saídos das faculdades. Na década de 1980, dentro da Redação do «Diário do Comércio», foi o pauteiro Nº 1 do jornalismo econômico, em Belo Horizonte. Sua garra deu ao «DC» a ousadia de competir, em Minas, com a «Gazeta Mercantil», então gigante nacional. Era determinado. Quando um assunto «caía» (não era publicado), em nome do direito de a opinião pública tomar conhecimento, passava para outros veículos. Na sucursal do velho «JB», fui homenageado com muitas dicas suas. Uma delas, o descaso das autoridades com as agressões ambientais dos garimpos e mineradoras de diamantes no pé do Parque Nacional da Serra da Canastra, na vertente de São Roque de Minas. Isso, em 1984. Poucos (ou nenhum) jornalistas mineiros, da sua geração, se preocuporam tanto com aquela serra como ele. Ontem, João Rafael, que ultimamente se ocupava em domar a burocracia do serviço público (Governo de Minas) com a notícia, foi sepultado. A Serra da Canastra ficou mais órfã, e o jornalismo econômico, em Belo Horizonte, sem o último romântico.

Faço apenas uma correção: ultimamente, João se ocupava mesmo era com a batalha contra o câncer. Deixara o Núcleo de TV da Secom no final do ano passado, quando seus problemas de saúde se agravaram.

enviada por Ronaldo Lenoir



03/04/2008 23:03

Dor na volta

Volto a este blog tangido pela dor proveniente da perda de um grande amigo.

A vida ficará mais sem graça com a ausência de João Rafael Picardi Neto.

Como bem disse a colega Dinorah Carmo à beira do túmulo, João era um ser iluminado, possuidor de diversas qualidades, mas, sem dúvida, a de maior destaque era a generosidade.

Sabedor de que sua saúde se deteriorava a cada dia nos últimos meses, recusei-me a visitá-lo.

Quero guardar para sempre a imagem de um João bem-humorado, cheio de vida.

enviada por Ronaldo Lenoir



11/01/2008 17:37

Modismos na internet

No ano passado, previa-se que os mortais iriam aderir aos borbotões à moda da segunda vida num mundo virtual. Ledo engano. Hoje, o outrora badalado Second Life, que chegou a ganhar uma versão em português, é tido como mais um dos modismos da internet que não emplacararam.

Carlos Castilho fala sobre isso no blog Código Aberto.

enviada por Ronaldo Lenoir



04/01/2008 14:28

Carnificina sem fim

O sangue dos iraquianos continua jorrando, mas já não tinge as páginas dos jornais nem as telas da TV.

O site Iraq Body Count mantém a sua contagem diária das vítimas da violência naquele país. Ontem, por exemplo, foi registrada a morte de 34 civis em Bagdá e outras cidades.

Para a mídia, mortes em ações dispersas, ou seja, uma ali, outra acolá, não é notícia que mereça registro diário.

No cômputo geral, todavia, a mortandade a granel contribui para a estimativa de 80.320 a 87.731 vítimas civis desde 2003, o ano que os Estados Unidos invadiram o país.

enviada por Ronaldo Lenoir



22/12/2007 21:07

Dependência de TI

Como já disse neste blog, na carga descomunal de mensagens que os disparadores de e-mails enviam-nos diariamente, de vez quando surge algo interessante.

Esta semana recebi uma lista de situações que indicariam nossa dependência em relação à chamada tecnologia da informação.

Você pode estar dependente de TI quando:

— Acidentalmente tecla uma de suas senhas no microondas.

— Há anos não joga paciência com cartas de papel.

— Tem uma lista de 10 números de telefone para falar com sua família de 3 pessoas.

— Envia e-mail ou msn para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua.

— A razão porque você não fala há muito tempo com alguns de sua família é desconhecer seus endereços eletrônicos.

— Usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as compras.

— Esquecendo seu celular em casa, coisa que você não tinha há 20 anos, você fica apavorado e volta para buscá-lo.

— Levanta pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o café.

— Conhece o significado de naum, tbm, qdo, xau, msm, dps ...

— Não sabe o preço de um envelope comum.

— A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho).

— Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que parou.

enviada por Ronaldo Lenoir



18/12/2007 23:24

"Minas Gerais" libera conteúdo

Já não é preciso pagar assinatura para ter acesso, pela internet, aos atos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado de Minas Gerais.

O conteúdo do Diário Oficial do Estado, o "Minas Gerais", está totalmente liberado no site da Imprensa Oficial.

Confiram aqui.

enviada por Ronaldo Lenoir



17/12/2007 22:52

Bicão

Em viagem ao Rio na semana passada, Wellington Pedro, fotógrafo da Assessoria de Imprensa do Governador de Minas Gerais, tinha apenas uma missão: registrar o encontro de Aécio Neves com o lendário arquiteto Oscar Niemeyer, que acaba de completar um século de vida.

No escritório de Niemeyer, estavam o governador, o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo, a empresária Ângela Gutierrez e assessores palacianos, além de Wellington e do homenageado, obviamente.

Fotografa daqui, fotografa dali e cumpria-se a missão. Wellington, no entanto, não se dava por satisfeito. A hora era aquela. Ele, o fotógrafo, não poderia ficar de fora da cobertura fotográfica da visita ao festejado arquiteto.

Wellington não se fez de rogado. Desfez-se da prudência que seu cargo exige, pôs a câmera nas mãos de Ângela Gutierrez e postou-se ao lado de Niemeyer para que a imagem de seu encontro com o mestre fosse guardada para a posteridade.

Ângela adorou a idéia. Eis o resultado:



enviada por Ronaldo Lenoir



16/12/2007 19:24

Foi um bar que passou em minha vida

Para desgosto de minha mãe, comecei a freqüentar bares na adolescência. De lá para cá, passei por incontáveis estabelecimentos do gênero. Já bati ponto em bares de todo tipo, de boteco “copo-sujo” a casas sofisticadas, de exagerados salamaleques. Alguns foram marcantes em minha vida.

Hoje, um desses bares que ficarão para sempre no disco rígido do meu cérebro fechou as portas. O Café Tina pereceu às horas tantas da madrugada deste domingo. Era ponto de encontro de uma fauna bastante diversificada, mas sobretudo gente ligada à comunicação e às artes.

Nos últimos quatro anos, fui freguês de carteirinha do Café Tina. Agradavam-me as noitadas de bom papo, quase sempre com a presença da Tina, constantemente atenta à satisfação dos freqüentadores da casa. Por isso mesmo, ela decidiu dar um basta. Nos últimos meses, reclamava do cansaço, das noites maldormidas. Quer, agora, cuidar apenas de sua pousada no Espírito Santo.

O fim do Café Tina não pode ser classificado com um exemplo da efemeridade típica observada no ramo de bares em Belo Horizonte. Seu fechamento não foi por falta de público. Em sua última noite, o bar estava lotado e recebeu pessoas que nem mesmo sabiam que se aproximava a hora derradeira da casa. O clima, no entanto, era de festa.

A partir de hoje, estou à procura de outro bar para bater ponto.

enviada por Ronaldo Lenoir



10/12/2007 14:58

O trivial das celebridades

Quando comparece a camarotes vips de grandes eventos, a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, produz colunas imperdíveis.

Mônica sabe captar com maestria a frivolidade do ambiente freqüentado por celebridades que aceitam se exibir em troca de rega-bofes e regalos ou que não abrem mão de mordomias para assistir a um espetáculo sem se misturar aos mortais.

A coluna de hoje traz os bastidores do camarote vip do show do The Police, sábado passado, no Maracanã. O interessante é que, em coberturas desse tipo, a jornalista não recorre à narrativa tradicional. Ela apenas pinça afirmações, pequenos diálogos, chiliques, fanfarronices, caras e bocas. Junta tudo entre aspas e produz uma bela crônica.

Para quem não leu o jornal ou não tem acesso à versão online da Folha, aqui vai a coluna:

Celular, celulite e socos num "dia muito amoroso"

"Oi, você já entrou? Oiii? Peraí! Você tá pertinho de mim então, amigaaa!" É Daniella Cicarelli, na entrada do camarote VIP do show do The Police, ao telefone com Daniella Sarahyba. "Ahhh! Linda!" As duas se encontram. "Eu vim de shortinho pra provar que aquela perna não é minha", diz Sarahyba. Que perna? "Ih, polêmica. Saiu na internet uma foto [de Sarahyba cheia de celulite]. Foi maldade. Não era minha perna, não." Cicarelli se mostra incomodada com a camiseta do patrocinador do camarote. "Vim com outra blusa por baixo. Será que eu posso tirar a de cima?." Melhor não. Afinal, não existe almoço, muito menos show de graça: para ver o The Police na mordomia do camarote, os famosos precisam se deixar fotografar com a camiseta da marca da empresa que os convidou.

A miss Nathália Guimarães posa entre as duas Daniellas. E explica o motivo da ida ao show: "Olha, eu descobri que muitas músicas que eu já conhecia eram do The Police. Fiquei suuuper feliz e estou amaaando estar aqui".

"Ihh, a Luciana Gimenez, ó... não vem", comenta um dos organizadores. "Vanessa da Mata, ó... também não". Alívio! Surge Susana Vieira com o marido, Marcelo Silva. "O mais engraçado é que o The Police era da minha geração, anos 80, mas foi o Marcelo que se virou pra conseguir os convites. Fiquei impressionada, gente!" diz a atriz. "Depois li um jornal pixando tanto a banda que fiquei até com vergonha de gostar!"

Perto de uma parede com o logo de uma companhia de telefonia móvel, Dado Dolabella posa para fotos. "É agora que eu levo meu telefone?". "Não. A gente vai mandar pra sua casa", diz o organizador. "Pô, eu pensei que já podia levar..." Suzana Vieira entra na fila para ganhar o seu aparelho. "Estamos fazendo uma promoção do Blackberry. Os famosos tiram fotos e ganham um aparelho", explica o funcionário da empresa.

Selton Mello, Glória Pires, Renata Sorrah, Thiago Lacerda e Vanessa Lóes já estão no camarote VIP. Um amigo de Santoro reclama dos fotógrafos. O ator se desculpa: "Não liga, não. Ele "tá" muito louco". Cercados por seguranças, Luciano Huck e Angélica chegam na metade do show. Ela sorri para o fotógrafo. No segundo click, Huck diz: "A gente quer ver o show, pô!". Leva a mão à câmera e empurra a repórter – que cai.

É quase meia-noite quando os VIPs descem a rampa do Maracanã. Ellen grita, de braços abertos: "Somos jovens, somos felizeeees!" Na fila da van que os levará para outro ponto da cidade, o amigo "muito louco" de Santoro irrita-se com os flashes e... dá um soco no fotógrafo. Todos dão risada. Susana Vieira comenta: "Foi um dia muito amoroso, não é mesmo?"

enviada por Ronaldo Lenoir



09/12/2007 15:05

Crenças

O ator Tom Cruise vive levando bordoadas por conta de sua opção religiosa. Ele é um dos mais fervorosos adeptos da igreja da cientologia.

A seita assegura que a sobrevivência do homem depende de si mesmo, de outras pessoas e da sua interação com a comunidade cósmica.

Recentemente, outro ator norte-americano, Will Smith, saiu em defesa de Tom Cruise com a seguinte indagação:

"Como posso condenar alguém por suas crenças se eu acredito que Deus nasceu de uma virgem grávida?".

Smith acertou na mosca. Não há religião que não tenha um quê de inverossimilhança.

Pessoalmente, prefiro ficar com o agnosticismo. Como muito bem define Mino Carta, agnóstico é aquele que, em matéria de crença religiosa, nem acredita nem desacredita, prefere deixar de manifestar-se sobre temas insondáveis.

Tenho apenas uma certeza: em nome de Deus pode-se também fazer o mal.

O falecido físico norte-americano Steven Weinberg, premiado com o Nobel, disse certa vez que, "com ou sem religião, as pessoas bem-intencionadas farão o bem e as pessoas mal-intencionadas farão o mal; mas, para que as pessoas bem-intencionadas façam o mal, é preciso religião".

enviada por Ronaldo Lenoir



09/12/2007 02:01

Intolerância

De Mário Magalhães, ombusdman da Folha de S. Paula, em resposta a uma editora do jornal que se sentiu injustiçada numa crítica a respeito da cobertura sobre o referendo na Venezuela:

"Por mais duro que eventualmente seja, o ombudsman pega mais leve com o jornal do que o jornal pega com muitas pessoas e instituições que ele analisa e fiscaliza. Vale reflexão. Chama a atenção o fato de que às vezes os jornalistas são mais intolerantes às críticas do que aqueles que são objeto das críticas do jornal."

Não é "às vezes", Mário. É quase sempre.

enviada por Ronaldo Lenoir



06/12/2007 08:07

O jornalista e os números bombásticos

Ah, meus colegas jornalistas! Estamos engolindo informação sem pestanejar, principalmente quando a fonte repassa números bombásticos, que facilitam a redação do lead.

Os jornais mineiros vêm noticiando que Belo Horizonte já tem 1 milhão de automóveis, o que dá um carro para 2,4 habitantes. “É o caos”, dizem os mais apressados. É bem verdade que o trânsito na cidade já anda pela hora da morte, em função do crescente número de veículos, do transporte público deficiente e do traçado irregular da malha viária.

O que ninguém percebeu é que há uma enorme diferença entre ter 1 milhão de automóveis registrados e o mesmo número de carros em circulação.

Façamos algumas continhas simples. Tomemos por base as dimensões de um Fiat Uno, que são de 3.693 mm de comprimento por 1.548 mm de largura. Isso quer dizer que esse automóvel ocupa uma área de 5,7 metros quadrados.

Supondo que a frota de Belo Horizonte fosse de 1 milhão de veículos Fiat Uno, esses automóveis, estacionados lado a lado, juntinhos, ocupariam um espaço de 5,7 milhões de metros quadros ou 5,7 mil quilômetros quadrados. Ocorre, no entanto, que o município tem apenas 331 quilômetros quadrados.

Não tenho dúvidas de que os arquivos do Detran indiquem o registro de 1 milhão de veículos na cidade. É bem provável, contudo, que nesse número estejam incluídos carros que já viraram sucata ou estejam circulando em outros pontos do Estado ou do país. Caso contrário, estaríamos morando dentro de automóveis empilhados e sem sequer vielas para que exercêssemos o sagrado direito de ir e vir.

Esse vacilo de alguns colegas me fez lembrar de um caso que teria ocorrido com o falecido jornalista Felipe Drummond.

Dizem que, certa vez, a Prefeitura de Belo Horizonte convocou uma entrevista coletiva para o anúncio de um programa de combate a roedores na cidade. A autoridade que recebeu os jornalistas iniciou a entrevista informando que havia na capital quatro ratos por habitante. Felipe não titubeou: perguntou ao entrevistado se alguém havia contato os ratos de Belo Horizonte para que a prefeitura pudesse bancar uma afirmação tão categórica.

Mais do que deixar a autoridade desconcertada, Felipe, ao disparar o torpedo, pôs em prática aquilo que deve ser obrigação de todo jornalista: o questionamento. Se for para absorver a informação sem maiores delongas, basta franquear o noticiário às assessorias de imprensa.

enviada por Ronaldo Lenoir



05/12/2007 22:07

Salvemos o Mercado Central

O Hoje em Dia desta quarta-feira traz boa matéria de Aline Reskalla e Cássia Eponine sobre a descaracterização do Mercado Central de Belo Horizonte, ícone cultural e um dos principais pontos turísticos da cidade.

A matéria informa que, no Mercado Central, assim como num shopping center, já é possível “fazer um empréstimo, comprar um aparelho de som e renovar o guarda-roupa, aproveitando para dar uma passadinha no salão de beleza e ainda conferir as últimas novidades em cosméticos”.

A pauta da matéria teve origem no descalabro recém-anunciado da instalação naquele espaço de uma loja da Ricardo Eletro, uma das maiores redes de comércio de eletrodomésticos do país. E o pior: a loja tomará o espaço de um armazém de secos e molhados que vai fechar suas portas após 62 anos de atividades.

Assíduo freqüentador do mercado, o vendedor Geraldo Magela Granatto lançou um manifesto em que brada: “Socorro! Estão descaracterizando o Mercado Central, nosso melhor cartão postal...”

É preciso agir. A solução pode vir por meio do processo de tombamento em andamento na Prefeitura de Belo Horizonte, mas a pressão da opinião pública será fator decisivo. Temos que chiar.

enviada por Ronaldo Lenoir



03/12/2007 16:03

Consórcio de roupas

O publicitário Luiz Alberto Marinho informa, em sua coluna no Blue Bus, que um dos mais recentes modismos no Rio é a compra compartilhada de roupas. "Funciona assim: três ou quatro amigas, que vestem mais ou menos o mesmo tamanho e têm um estilo parecido, se reúnem para, juntas, comprarem roupas novas. Cada uma contribui com R$ 200 em média e as peças adquiridas passam a pertencer ao consórcio das amigas, sendo usadas por elas em rodízio."

Leia mais aqui.

enviada por Ronaldo Lenoir



03/12/2007 14:34

Comendo cru

"Não existe nada mais antigo/ do que cowboy que dá cem tiros de uma vez", dizia, na década de 70, a música de abertura de um programa infantil da Globo. Assim, a emissora marcava o fim da era dos filmes bang-bang na TV.

Hoje, poderíamos cantar que "não existe nada mais antigo/do que ler notícia em jornal impresso". Prova disso é a saia-justa em que ficaram nossos jornais diante do resultado do referendo na Venezuela. A maioria saiu hoje informando que a boca-de-urna havia dado a vitória a Chávez.

De todos, no entanto, o Estadão foi o que pisou no tomate de forma mais atabalhoada, com a manchete “Referendo aumenta poderes de Chávez”. No subtítulo se lê que o presidente venezuelano “terá direito de tentar a reeleição quantas vezes quiser”.

enviada por Ronaldo Lenoir



29/11/2007 07:15

Sabedoria popular

A autoria é desconhecida, mas a assertiva pode ser classificada como primorosa. Eis uma frase bem-cunhada:

A verdadeira inclusão digital é o exame de próstata.

enviada por Ronaldo Lenoir



28/11/2007 13:21

O sobrenome da tragédia

L. A. B. são as iniciais do nome da menina paraense que virou notícia no mundo inteiro por ter ficado presa numa cela com 20 homens durante vários dias.

O que pouca gente sabe é que o “B” é de Brasil. Isso mesmo, o sobrenome da garota é Brasil.

Simbolismo maior é impossível.

enviada por Ronaldo Lenoir



26/11/2007 23:39

Produção caseira bem-sucedida

O curta-metragem "Laços" custou apenas R$ 1.500. A duração das filmagens não passou de um dia.

O resultado foi melhor do que o esperado: "Laços" é o único vídeo basileiro a figurar entre os 20 finalistas do concurso Project Direct, promovido pelo YouTube.

A direção é de Flávia Lacerda, diretora de novelas e programas da Globo, e o roteiro foi feito por Adriana Falcão, que escreve histórias para o programa "A Grande Família".

A idéia partiu de Clarice, filha da roteirista e também a atriz principal do filme. O ator é amigo de Clarice.

A trama tem um desfecho interessante, típico da sensibilidade feminina. Assistam ao vídeo e depois, se quiserem participar da votação online que apontará o filme campeão, cliquem neste link.



enviada por Ronaldo Lenoir



26/11/2007 08:28

Os avanços do NYT

O New York Times já está bem à frente dos demais jornais no quesito adaptação aos novos tempos. O blogueiro Tiago Dória informa que o diário norte-americano passará a adotar uma nova política de atualização dos arquivos. “Por exemplo, se uma notícia diz que fulano foi acusado de um crime, e, dois meses depois, essa pessoa é considerada inocente, as notícias que estão no arquivo sobre ela devem ser atualizadas com a informação de sua inocência.”

Esse é apenas um dos avanços do jornal durante este ano. Veja a lista dos outros, feita pelo Dória:

1) União das redações do site e impresso em um mesmo prédio. Tudo multimídia.

2) Contratação de profissionais que fizeram nome nas novas mídias (Brian Stelter, do blog TV Newser).

3) Uso de ferramentas de código aberto (Wordpress nos blogs da casa).

4) Abertura de blogs do jornal. Até a equipe de TI tem um blog, onde troca informações com desenvolvedores externos ao jornal.

5) Testes com novos formatos - inclusive newsgaming.

6) Otimização do conteúdo em mecanismos de buscas e o acesso gratuito a todas as seções do site do jornal.

7) “Terceirização” do conteúdo, linkando para blogs e sites externos.

enviada por Ronaldo Lenoir



25/11/2007 18:28

Ojerizas

O jornalista Joaquim Ferreira dos Santos escreveu em uma de suas colunas publicadas em “O Globo” que treme nas bases quando ouve a expressão “agregar valor”.

O publicitário Lula Vieira também odeia vícios de linguagem do tipo "chegar junto", "superar limites", “energia positiva” e a horrível despedida com "um beijo no coração".

Minha implicância é com “escopo”. Em toda santa reunião de trabalho alguém lembra que algo está, não está ou tem que estar “no escopo do projeto”.

Do latim scopus, esse substantivo tem o mesmo significado de finalidade ou objetivo. Provavelmente, aqueles que cultivam o seu emprego pretendem demonstrar erudição. São chatos. Só isso.

enviada por Ronaldo Lenoir



21/11/2007 11:45

De mau a pior

Dados da Associação de Jornais dos Estados Unidos indicam que, no terceiro trimestre deste ano, os diários norte-americanos registraram queda de 7,4% na receita publicitária.

Em contrapartida, a publicidade online nos sites dos jornais cresceu 21% no mesmo período.

O problema é que esse crescimento não dá para compensar a queda no faturamento dos impressos, pois a publicidade online responde por apenas 7,1% da receita publicitária dos jornais.

Há, no entanto um avanço significativo dos anúncios online. Sua participação no bolo da receita dos jornais americanos no terceiro trimestre do ano passado foi de 5,4%.

enviada por Ronaldo Lenoir



20/11/2007 00:11

Carmen, uma brasileira

Pouco conhecida em nosso país, a soprano brasileira Carmen Monarcha, nascida em Belém (PA) há 28 anos, faz sucesso na Europa como integrante da orquestra do holandês Andre Rieu.

Carmen tem arrancado suspiros, lágrimas e aplausos efusivos da platéia. Em Cortona, na província italiana de Arezzo, ela arrasa em "O mio babbino caro", de Giacomo Puccini. Vejam.



Neste outro vídeo, ela levanta o público francês com a "Habanera", da ópera Carmen, de Georges Bizet.



enviada por Ronaldo Lenoir



19/11/2007 22:02

Mestre Rosa

Hoje é o 40º aniversário da morte de Guimarães Rosa, o gênio que pôs na boca do jagunço Riobaldo esta pérola do universo literário:

"Um sentir é o do sentente, mas outro é o do sentidor".

enviada por Ronaldo Lenoir



18/11/2007 23:37

Apuração relapsa

Exemplo de falta de rigor na apuração dos fatos pelo jornalismo online:

No portal Uai, o rapaz morto na madrugada deste domingo durante uma maratona de rock no Mineirão era Lucas Ribeiro Coelho, de 17 anos.

Na Folha Online, o jovem foi identificado como Lucas Solano Coelho, de 22 anos.

enviada por Ronaldo Lenoir



18/11/2007 15:45

Overdose de política

Duvido que alguém, a não ser por dever de ofício, leia tudo que se escreve sobre política em nossos jornais. Na maioria dos diários brasileiros há uma overdose de cobertura de temas políticos.

Nas minhas passagens por editorias de política, tinha pavor das noites de sextas-feiras, dos famigerados “pescoções”, ou seja, do esforço para adiantar o fechamento das páginas dominicais. Nos jornais de maior porte, nos fins de semana, sobram para a política até mais de dez páginas, mesmo não havendo assuntos que mereçam tanto espaço.

O pior é que esses calhamaços ocupam as nobilíssimas primeiras páginas do caderno principal da publicação, com matérias mal apuradas e porcamente redigidas. Predomina o declaratório, a reprodução entre aspas de meros blablablás dos entrevistados, isto é, quando não há apenas uma fonte para uma matéria de página inteira.

Esse exagero não é verificado em jornais de outros países. Trata-se de um fenômeno brasileiro, que teve sua origem nos anos de chumbo. Entre 1964 e 1985, para desafiar a censura, editores de alguns dos principais diários brasileiros procuraram manter vivo o noticiário político, ampliando o seu espaço e instalando-o nas primeiras páginas.

O jornalista Marcos Sá Corrêa disse certa vez que esse procedimento foi uma espécie de ato de resistência à falta de notícias parlamentares relevantes e ao sufocamento da atividade política.

Conseguimos nos livrar da ditadura, mas a prática continua. Por quê? Não sei. É preciso pesquisar. Pode ser pela incapacidade de renovação, que, no geral, está levando os jornais ao definhamento. Pode ser também pela visão míope da maioria dos empresários do ramo, interessada muito mais em agradar a uma minoria do que a fornecer um produto de boa qualidade aos leitores.

Aliás, se considerarmos o jornal como uma indústria, como quer os executivos das empresas jornalísticas, a atividade de produzir e vender noticiário está completamente na contramão das leis do mercado. Quem produz automóvel, por exemplo, quer fazer o carro que satisfaça plenamente o consumidor. No caso do jornal, o consumidor/leitor é peça secundária, pois é necessária, inicialmente, a satisfação de a quem interessa o recado, a intriga, a manobra, o ardil, o favorecimento.

Da minha parte, já estou parando de ler jornais.

enviada por Ronaldo Lenoir



13/11/2007 21:59

Anoréxicas

Dizem que é assim que elas se vêem no espelho.



enviada por Ronaldo Lenoir



13/11/2007 14:10

Berros na TV

Há uma gritaria infernal nos intervalos de programas de TV. Diante das perspectivas de boas vendas no fim de ano, o comércio anuncia a todo vapor e a plenos pulmões.

Os campeões do grito são as lojas de eletrodomésticos e os revendedores de automóveis. Mais por falta de criatividade do que por motivo de economia, os publicitários utilizam o recurso da locução gritada em anúncios irritantes.

enviada por Ronaldo Lenoir



13/11/2007 13:53

Quanto pior, melhor

Em artigo publicado no Observatório da Imprensa, o jornalista Luciano Martins Costa aborda a questão da propalada resistência da imprensa brasileira à publicação de boas notícias. Vejam o que ele diz:

É conhecido o fato de que a imprensa resiste a celebrações, característica reconhecida em seminários públicos dos quais participaram recentemente editores das principais empresas de comunicação do País. Imagina-se, mesmo, que um jornal cheio de boas notícias em pouco tempo iria fazer o leitor perder o interesse. Mas não dá para esconder a desconfiança de que, no fundo, a mídia prefere ter do que reclamar do que aceitar que o Brasil pode, em algum ponto no futuro, se tornar um país habitável.

Sempre torci o nariz para a idéia de que notícia ruim é que vende jornal. O problema é que a maioria dos jornalistas não sabe dar notícia boa, não consegue contar histórias positivas com uma narrativa que prenda o leitor.

enviada por Ronaldo Lenoir



10/11/2007 08:40

Mau caráter é pouco!

Resguardado o direito de o jornalista duvidar da informação transmitida por um assessor de imprensa, o que Juca Kfouri fez com Luiz Neto, da Assessoria de Imprensa do governador Aécio Neves, é puro mau-caratismo.

enviada por Ronaldo Lenoir



04/11/2007 23:46

Em nome da arte



enviada por Ronaldo Lenoir



02/11/2007 23:11

O ultra-som subiu no telhado

No Simplicity Event, mostra que a Philips realiza anualmente em Londres para apresentar produtos que está desenvolvendo, fez grande sucesso um sistema de monitoramente da gravidez.

Vejam como as futuras mamães passarão a acompanhar sua gestação.



enviada por Ronaldo Lenoir



01/11/2007 01:20

Jornalismo popular

Em sua coluna no Comunique-se, Carlos Chaparro analisa os chamados jornais populares e conclui:

Na verdade, o jornalismo desses diários nada tem de popular, porque reproduzem, até como cacoete, o modelo elitista dos venerados jornalões de referência. Jamais dão voz ao povo. E não fazem qualquer esforço para encontrar protagonistas fora das esferas do poder. Nem como vítimas ou beneficiários das ações oficiais.

Mais não é preciso dizer.

enviada por Ronaldo Lenoir



01/11/2007 01:01

Prêmio à mediocridade

É notório que o apreço dos brasileiros pelo futebol beira as raias do absurdo, mas em Minas verifica-se algo que ultrapassa todos os limites do racional: a paixão doentia de boa parcela dos mineiros pelo Atlético.

Faço parte de uma legião que premia a mediocridade, afluindo aos borbotões, em dias de jogos do Galo, ao estádio e a bares que exibem pelejas transmitidas pela TV. Por que tanta devoção? Não consigo explicar.

enviada por Ronaldo Lenoir



29/10/2007 15:38

Fotojornalismo em xeque



Pode ser que eu esteja enganado, mas essa imagem, postada ontem no Blog do Noblat como "foto do dia", dá toda a pinta de que foi semiproduzida.

De autoria de Fernando Quevedo, da Agência Globo, a foto mostra quatro corpos que foram encontrados dentro de um Fiat Palio na rua Magnólia Brasil, próximo à alameda Boa Ventura, em Niterói.

A pose do policial e a disposição dos corpos sob um outdoor de divulgação de um filme de ação, ou seja, de violência, dão margens à minha desconfiança.

Ao longo de minha carreira de jornalista, sempre condenei a produção de imagens para o fotojornalismo. O assunto é polêmico. Recentemente, um repórter fotográfico da Folha de S. Paulo se recusou – no que fez muito bem – a participar de uma encenação de ocupação policial numa favela paulistana. Os repórteres chegaram atrasados ao local e a polícia se dispôs a repertir a operação para o registro das imagens.

Entre as agências de notícias, a que mais se preocupa com o problema é a Reuters, que recentemente foi vítima de armações de alguns fotógrafos baseados em áreas de beligerância.

Em nome do bom jornalismo e em respeito aos jovens mortos, torço para que não tenha ocorrido uma produção na foto feita por Quevedo em Niterói.

enviada por Ronaldo Lenoir



24/10/2007 08:16

Racismo em Barcelona

Causa grande repercussão na Espanha a divulgação de um vídeo que mostra um rapaz de 21 anos agredindo uma adolescente equatoriana no metrô de Barcelona.

O agressor, Sergi Xavier, justifica sua atitude covarde dizendo que estava bêbado. A besta jura que não é racista, mas, embora o vídeo não tenha áudio, sabe-se que, enquanto agredia a menina e falava ao telefone, soltava impropérios que denunciavam todo o seu ódio aos imigrantes.

A seguir, as imagens revoltantes:



enviada por Ronaldo Lenoir



24/10/2007 07:42

Armadilha para bebuns

Na Feira Internacional do Transporte (Fenatran), realizada recentemente em São Paulo, a Volvo apresentou um caminhão que, entre outras novidades relacionadas à segurança, conta com o sistema Alco Lock. Trata-se de um bafômetro automático, que impede o acionamento do motor caso o motorista tenha ingerido bebida alcóolica.

Se isso chegar aos carros de passeio, muitos dos meus amigos e amigas terão que procurar outros meios de locomoção.

Brincadeira à parte, creio que o sistema, se instalado obrigatoriamente em todos os veículos automores, pode dar uma grande contribuição à redução da mortandade causada por acidentes automobilísticos no Brasil.

enviada por Ronaldo Lenoir



18/10/2007 01:39

Jornalismo multimídia

Durante a viagem do ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao Haiti, no mês passado, uma equipe da Radiobrás deu uma escapadinha e foi à favela de Cité Soleil, na periferia de Porto Príncipe, para produzir o primeiro web-documentário da agência de notícias do governo federal.

O repórter Aloísio Milani, o fotógrafo Marcello Casal Jr. e o cinegrafista Oswaldo Alves passaram cerca quatro horas na favela, mas foi o suficiente para colocar a Agência Brasil, da Radiobrás, na nova rota do jornalismo multimídia, que já faz sucesso em sites norte-americanos.

O web-documentário é um slide-show mesclado com vídeo. O trabalho realizado pela turma da Radiobrás está licenciado em Creative Commons 2.5. Pode ser copiado, modificado e distribuído, desde que citada a fonte.

"Bon Bagay Haiti" já está no YouTube. Confiram:


enviada por Ronaldo Lenoir



17/10/2007 00:41

Dicionário gratuito

A versão digital do Dicionário da Língua Portuguesa Caldas Aulete está sendo oferecida gratuitamente pela Globo.com, em parceria com
a editora Lexikon Obras de Referência. O Aulete Digital tem mais de 280 mil verbetes.

Para fazer o download, basta clicar aqui.

enviada por Ronaldo Lenoir



17/10/2007 00:12

Flagelo



Muito mais do que o drama das famílias que cobram uma melhor indenização pelas áreas desocupadas para a construção da hidrelética de Tucuruí, a foto de Denis Aragão, do Diário do Pará, ilustra um dos flagelos brasileiros: a baixa instrução de uma gente sofrida.

enviada por Ronaldo Lenoir



15/10/2007 22:54

O filme de Mônica

A cada edição, a revista Época traz em sua última página a seção "Palavra Final", com perguntinhas idiotas dirigidas a alguém que esteja em destaque na mídia.

São perguntas do tipo "qual a maior qualidade de um homem?"; "qual a maior mentira que você já contou?"; "uma cidade... uma música..."

Mônica Veloso, a celebridade da vez, foi a entrevistada da semana. Instada a apontar um "filme inesquecível", respondeu:

— Titanic. Virou um clássico, igual a ...E o Vento Levou.

Pensei com os meus botões: ainda bem que ela, como jornalista, não depende de seus conhecimentos sobre cinema para sobreviver.

enviada por Ronaldo Lenoir



15/10/2007 18:27

Incertezas na comunicação

O jornalista Heberth Xavier indaga se, ressalvadas as especificidades, os fatos abaixo guardam alguma ligação entre si.

- O NYT abre seu conteúdo aos não-assinantes.
- O Financial Times, uma semana depois, faz o mesmo.
- A Record News é lançada. É a primeira emissora de notícias 24 horas na TV aberta brasileira.
- Os executivos globais já estudam seriamente a possibilidade de também abrir o sinal da Globo News.
- Um jornal de R$ 0,25 (gratuito, não?) passa a ser o campeão de vendas no Brasil.


Heberth, de fato há algumas especificidades nas situações que você apontou, mas, sem dúvida nenhuma, o que faz a ligação entre todos os pontos é a mais infalível de todas as leis: a do mercado.

A decisão do New York Times de abrir o conteúdo foi tomada diante de relatórios que apontavam que, com o acesso gratuito, o jornal poderia ganhar mais dinheiro com anúncios do que com assinantes dos serviços pagos do site. O Financial Times deve ter chegado à mesma conclusão.

A questão que envolve Globo e Record é mais complicada. Há muito tempo o grupo de comunicação dos Marinho teme a concorrência das empresas de Edir Macedo e seus pastores. Afinal de contas, a Record tem uma fonte de financiamento praticamente inesgotável e, portanto, capacidade econômica para disputar a liderança do mercado midiático no país.

De qualquer forma, como já disse aqui, está para ser deflagrada uma grande disputa no segmento de TV, envolvendo as empresas de telecomunicações, que investirão maciçamente na transmissão de imagens por internet.

Creio que a TV aberta será uma espécie de restolho do mercado, dirigida apenas a camadas sociais de menor poder aquisitivo e, obviamente, com pouca capacidade de atração de verbas publicitárias. É claro que no Brasil essas mudanças não ocorrerão de um dia para o outro.

É bom dizer, no entanto, que exercícios de futurologia nos dias atuais podem levar muita gente a dar com os burros n’água. Exemplo melhor disso são os jornais populares gratuitos ou vendidos a preços simbólicos.

Há algum tempo, poucos acreditam que algum desses periódicos poderia atingir tamanho sucesso. Pois é. O que se diz hoje a respeito de comunicação pode não se concretizar amanhã. Pode ser também que muitas surpresas estejam a caminho.

enviada por Ronaldo Lenoir



10/10/2007 22:16

Como baixar vídeo e áudio do YouTube

Há alguns meses, mostrei como é fácil fazer downloads de vídeos no YouTube. Depois de constatar que a maioria dos meus amigos ainda não sabe fazer isso, decidi reproduzir o post:

"A dica de hoje é destinada àqueles que desejam baixar vídeos do YouTube. É moleza. Basta acessar o site “Online FLV converter”, indicar a URL do vídeo e selecionar o formato de saída.

Para quem não sabe, URL é aquele expressão que aparece na linha de endereço, começando com http://.

Faça um teste. Vá ao YouTube, escolha um vídeo, copie a URL e acesse o FLV clicando aqui."

Aproveito a oportunidade para dar outra dica. É possível também baixar apenas o áudio dos vídeos de música, que são encontrados "de montão" no YouTube. Neste caso, mude a opção de conversão para "MP3 (audio only)".

Atenção: não funciona com a versão do YouTube em português.´

enviada por Ronaldo Lenoir



10/10/2007 13:44

Jogo aliviado

Pode ser que eu esteja enganado, mas as evidências são claras. No Hoje em Dia desta quarta-feira, o atacante Danilinho praticamente confessa que o Galo aliviou o jogo para o América de Natal, na última rodada do Campeonato Brasileiro – Série B, no final do ano passado.

Lembrando que, se não tivesse conseguido empatar com o Atlético, o América não estaria hoje na Série A, o jogador pede que o clube potiguar, já rebaixado para a Série B, devolva a gentileza na partida que os dois times disputarão no próximo sábado, em Natal.

Olha só o que Danilinho disse à repórter Franciele Pereira: "Estávamos ganhando de 2 a 0 e eles falaram que a gente não precisava ganhar. Agora, quem precisa dos resultados somos nós".

enviada por Ronaldo Lenoir



10/10/2007 08:41

A nova comunicação

Em artigo publicado no Observatório da Imprensa, o jornalista Nelson Hoineff aborda o declínio da TV aberta e chama a atenção para o avanço das telefônicas sobre um mercado em franca transformação.

Vejam o que ele diz:

A Telefônica, a BrT, a Oi, todas as teles, enfim, estão lançando suas grades de IPTV, ainda timidamente, mas que em pouco tempo darão acesso à programação de TV a todos que tiverem uma linha telefônica. O tempo em que 80% da sociedade brasileira estava consumindo a mesma informação ao mesmo tempo é parte da história. Não voltará jamais. As crianças que estão nascendo agora demorarão para acreditar que isso um dia aconteceu.

O texto completo pode ser lido aqui.

Agora, aqui pra nós: é ingenuidade pensar que a informação será diversificada, pois imagino que haverá apenas mudanças de nomes entre os "donos" da comunicação. Certamente veremos um aumento substancial no volume de conteúdo telivisivo, mas os controlodares do capital investido no novo negócio, assim como sempre fizeram os barões da velha comunicação, vão ditar as linhas gerais do que será distribuído.

enviada por Ronaldo Lenoir



10/10/2007 01:12

Dercy e o Gol

Em sua crítica interna de ontem, Mário Magalhães, ombusdman da Folha de S. Paulo, classificou como inacreditável a abertura de uma matéria publicada no caderno Veículos do último domingo.

Está assim, deste jeitinho:

"Ninguém nega que, aos cem anos, a atriz Dercy Gonçalves esteja enxuta e esbelta. O Volkswagen Gol, 27, também. Ambos, porém, já sentem o peso da idade e recorrem à maquiagem para esconder rugas".

enviada por Ronaldo Lenoir



08/10/2007 22:32

Apelo erótico

O Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar) sugeriu que seja interrompida a veiculação do filme da Coca Zero incluido na campanha "Por essa você nao esperava".

Por maioria de votos, o conselho concluiu que a peça tem apelo erótico. Eis o filme:



enviada por Ronaldo Lenoir



05/10/2007 22:29

Fabiana Passoni faz a América



Há algum tempo li na internet que essa bela mulher, Fabiana Passoni, mineira de Poços de Caldas, estava começando a fazer uma carreira de sucesso, como cantora, nos Estados Unidos. A matéria dizia que Fabiana, com muito charme e voz potente, já havia conquistado um público constituído de norte-americanos, australianos, italianos e portugueses.

Na época, pesquisei na rede e não encontrei muita coisa sobre a moça, que tem 30 anos e há sete mora nos Estados Unidos.

Agora, ela já tem um site e alguns vídeos no YouTube. Neste, gravado no Catalina Jazz Club, em Hollywood, ela canta “Nada será como antes”.



enviada por Ronaldo Lenoir



04/10/2007 16:14

Roubada

O golpe da pirâmide chega à internet.

Espertalhões oferecem aos incautos a possibilidade de auferir ganhos superiores a R$ 130 mil, a partir da aplicação da módica quantia de R$ 10.

Quem se habilita? Basta clicar aqui.

enviada por Ronaldo Lenoir



04/10/2007 16:02

BH testa IPTV

Um leitor “bem posicionado no mercado mineiro” – e que prefere não ser identificado – informa ao Bluebus que a operadora de telecomunicações Oi vem testando o serviço de IPTV (televisão sob de demanda pela internet) em Belo Horizonte há mais de quatro meses.

A informação foi a propósito da notícia de que a Oi prepara para este mês a oferta de canais de conteúdo televisivo que poderão ser assistidos pelo celular e o lançamento, no primeiro trimestre de 2008, da TV pela internet por meio de linhas telefônicas comuns e de cabos de fibra óptica.

Como já foi dito neste blog, a TV tradicional começou a descer a ladeira.

enviada por Ronaldo Lenoir



04/10/2007 00:13

Não estava no script

É comum repórteres de TV combinarem com entrevistados a linha de uma determinada matéria. Chegam a sugerir respostas, principalmente na abordagem de assuntos de interesse da coletividade, como campanhas de incentivo à doação de sangue.

Algumas vezes, no entanto, a condução da entrevista foge do controle do repórter.

É o que se percebe num vídeo hilário que tem feito grande sucesso no Youtube. Aconteceu no Hemoninas, em Belo Horizonte, com uma equipe da PUC TV. Vejam como o entrevistado roeu a corda.



enviada por Ronaldo Lenoir



02/10/2007 16:02

Vacilo no título

Contribuição do jornalista Leandro Grandi:

Título de matéria publicada hoje no caderno Cidades, do Estadão: “Sem-teto saem às ruas”. O jornal só não conta de onde eles saíram...

enviada por Ronaldo Lenoir



02/10/2007 11:34

Fim de linha para o papel

Mônica Bergamo informa, hoje, na Folha, que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo pôs um fim na versão impressa de seu diário oficial, que circulava há 77 anos. Agora, as decisões da Justiça paulista só podem ser vistas na internet.

E ainda tem gente que acredita na sobrevivência do jornal impresso.

enviada por Ronaldo Lenoir



01/10/2007 23:11

A Rocinha italiana

O jornalista Mário Marona, ex-diretor de jornalismo da Globo em Brasília, acredita que a favela da Rocinha, no Rio, poderia ser transformada numa atração turística.

Se Positano, na Itália, acolhe viajantes dispostos a pagar US$ 400 de diária em suas pousadas, por que a mais famosa favela brasileira não pode fazer o mesmo? – questiona Marona em seu blog.

Vista, assim, de longe, Positano parece mesmo uma Rocinha colorida.



enviada por Ronaldo Lenoir



27/09/2007 23:48

Última Hora na internet

Numa parceria com a AMD, gigante da indústria eletrônica, o Arquivo Público do Estado de São Paulo vai digitalizar e disponibilizar gratuitamente na internet todo as edições da Última Hora, jornal que circulou de 1951 a 1971 e representou um marco na história do jornalismo brasileiro.

A primeira parte do projeto prevê a digitalização de 36 mil páginas ou 60 meses do jornal e o armazenamento dos documentos em um site. Seu lançamento fará parte das comemorações, em 2008, dos 200 anos da imprensa brasileira.

Mais novidades: ao anunciar a parceria entre a AMD e o Arquivo Público de São Paulo, a empresa de relações públicas Edelman lançou um novo formato de press release no Brasil.

Confiram aqui.

Abaixo, uma das históricas capas do diário de Samuel Wainer.



enviada por Ronaldo Lenoir



26/09/2007 14:16

O hífen está ferido de morte

Há uma guerra mundial contra o hífen. A Reuters noticia que cerca de 16 mil palavras em inglês perderam seus hífens na mais recente edição do Shorter Oxford English Dictionary. Exemplos: ice-cream (sorvete) agora é ice cream e cry-baby (bebê chorão) passou a ser crybaby.

A culpa é da internet. A agência explica que, no caso do inglês, os hífens começaram sendo excluídos dos emails, mensagens de texto e do conteúdo das páginas de sites, e depois desapareceram também de jornais e livros. Conseqüentemente, as pessoas passaram a se sentir inseguras em usar o hífen. Além disso, designers gráficos estariam abolindo o traço horizontal entre as palavras por considerá-lo deselegante, antiquado e uma poluição visual.

Eu, que levei anos para dominar o emprego do hífen na língua portuguesa, vou resistir enquanto puder.

enviada por Ronaldo Lenoir



25/09/2007 14:05

Super ultrapassa a Folha

Como eu antecipei aqui, o tablóde "Super Notícia" atingiu, em agosto, a marca de 300 mil exemplares diários. Alcançou a média de 300.322 exemplares/dia e assumiu o primeiro lugar no ranking dos jornais brasileiros de maior circulação e venda avulsa.

Só não era esperada a conquista do primeiro lugar nacional, tanto em circulação quanto em venda avulsa.

Por circulação, o ranking ficou assim:

1º Super Notícia – 300.322
2º Folha de S.Paulo – 299.010
3º O Globo – 276.733
4º Extra – 238.937
5º O Estado de S.Paulo – 238.756

Por venda avulsa:

1º Super Notícia – 300.322
2º Extra – 238.937
3º Meia Hora – 216.602
4º Diário Gaúcho – 154.044
5º O Dia – 106.352

O crescimento vertiginoso das vendas do Super Notícia já não é novidade. O que chama a atenção nos números divulgados pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC) é a queda na tiragem dos grandes jornais, que, por sinal, levou a Folha a perder a liderança em circulação no mês passado.

A situação dos jornais tradicionais é, de fato, preocupante. No Brasil e em quase todos os cantos do mundo vêm perdendo leitores e receita publicitária. E o pior: parece que não há saída para esta crise.

enviada por Ronaldo Lenoir



25/09/2007 00:35

Toscani está de volta



O fotógrafo italiano Oliviero Toscani tem gosto pela polêmica. Há alguns anos ele se tornou conhecido mundialmente com trabalhos para a Benetton, na campanha intitulada United Colors of Benetton.

Toscani criou, por exemplo, o anúncio em que um padre e uma freira se beijam de forma cinematográfica e produziu fotos retratando condenados à morte em penitenciárias norte-americanas.

Agora, ele volta a ser o centro das atenções no mundo da publicidade com um anúncio contra a anorexia, publicado em página dupla no jornal La Repubblica. A nova campanha é patrocinada pela grife italiana No-I-ita.

enviada por Ronaldo Lenoir



24/09/2007 22:07

Biblioteca virtual

Surge a primeira biblioteca virtual de Minas Gerais. Foi criada pelo governo do Estado, por meio da Fundação João Pinheiro (FJP).

Digo que é a primeira porque as ditas bibliotecas virtuais existentes em Minas não passam de banco de dados do acervo literário de algumas instituições de ensino superior.

Por enquanto, a nova biblioteca dispõe apenas de documentos produzidos pela FJP na área socioeconômica. Seus desenvolvedores prometem, no entanto, transformá-la num centro referencial eletrônico sobre Minas Gerais, que reunirá publicações de todas as áreas.

Já é alguma coisa.

enviada por Ronaldo Lenoir



23/09/2007 13:40

Patrulha

Nota da coluna Zapping, de Fabíola Reipert, na Folha Online:

Fachada
Um ator que fez a novela "O Profeta", que tem aparecido na mídia com uma "namorada", estava no Espaço Unibanco vendo filme abraçadinho com um rapaz.


Gente, isso é jornalismo?

enviada por Ronaldo Lenoir



18/09/2007 14:28

NYT libera todo o seu conteúdo

Esta terça-feira, 18 de setembro de 2007, é um dia histórico, na visão do blogueiro Tiago Dória, que escreve sobre cultural web, tecnologia e mídia.

"Caiu um dos grandes ícones do conteúdo pago na web", afirma o blogueiro ao anunciar que o jornal The New York Times decidiu tornar gratuito o acesso a todo o seu site.

"É um dia histórico por que o NYT foi visto por um longo período como um exemplo de que o modelo de conteúdo pago funciona na rede", explica Dória.

Leia mais clicando aqui.

enviada por Ronaldo Lenoir






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